sábado, 6 de junho de 2015

A tristeza e a monotonia

Meus dias são escuros, sem luz,
Bate a necessidade de ouvir a voz de um bom amigo,
E eu sinto-me como um jesus pregado na cruz,
Perguntando o porquê de tão grande castigo.
Sozinho, vejo o iniciar e findar do dia,
Tentando respirar profundamente,
E aguentar esta terrível monotonia.
Tenho reparado no enlouquecer da minha mente,
Esta tristeza que me retira a energia,
E faz com que eu morra lentamente.
Onde encontrar conforto, companhia?
Em que que cidade, país, continente,
Eu vou encontrar no meio de tanta gente,
Alguém que me transmita uma sensação de alegria?

Um dia igual aos outros

Como diz o titulo, hoje foi um dia igual aos outros.
Acordei com a preguiça de cortar uma rodela de limão e pôr a aquecer junto com o café que acabei por tomar o café frio, sem rodela de limão.
Logo de seguida ouvir whithin temptation...
Fico meio ansioso de hora em hora e vou passear porque não aguento andar sempre ao mesmo ritmo.
É uma vontade enorme de fazer algo novo, ver novidades, mas nunca há nada para fazer.
Amigos? Raramente os procuro!
Não me consigo adequar aos temas de conversa que muitos deles falam, nem eu mesmo sei qual é o tipo de conversa a que me adequo.
Eu preciso muito de alguém com quem contar, com quem falar, mas não pode ser monótono, tem de me contar coisas novas todos os dias, mostrar-me coisas novas, caso contrário, perde a piada.
Então, como não encontro esse amigo tão desejado, fico isolado aqui, sem fazer nada.
Não é que eu tenha gosto em estar sozinho... Nada disso!
Eu simplesmente ainda não encontrei ninguém ao meu estilo, que goste de ouvir um pouco de gothic metal e me mostre as músicas que ouve, sei lá!
Alguém que mantenha um ritmo de conversa igual ao meu, sempre fugindo à norma, inventando algo para além de:
-Olá, tudo bem?
-Está frio hoje né?
-Aquela gaja ali é uma grande vaca.
Enfim! São as conversas decoradas para quem não tem criatividade alguma para falar.
E eu tenho que levar com a existência de pessoas assim, perdendo a oportunidade de conhecer novos horizontes por causa desses medíocres de baixa mentalidade.
 Será que tem sentido viver a vida desta forma, no mesmo mundo que este tipo de pessoas?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um lugar neste mundo que me é negado

Farto da dor causada pela atitude,
Desta sociedade inquietante e rude,
Que desde sempre me tem rejeitado.

É uma dor que não há quem controle,
Não ter um amigo que me console,
Nos momentos em que me sinto angustiado.

Eles querem ver-me no chão, desesperado,
Sentindo esta aflição cravada no peito,
Eu tentei entrar, mas foi-me negado,
Um lugar neste mundo de preconceitos manchado,
Que não me quer oferecer caridade e respeito.

Desistir? Aparenta ser a única solução,
Desistir dos amigos, da rotina, da paixão,
Pois por mais que ao pormenor eu procure,
Não encontrarei alguém que me ature,
Que me ame! Como quem ama um irmão.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A paixão pela sociedade

Eu já me apaixonei muito, já fui capaz de me submeter a qualquer loucura por um lugar no coração das pessoas, eu queria muito isso...
Ser aprovado por elas.
Uma pessoa com uma personalidade singular como a minha, dificilmente encontra outra pessoa com uma personalidade que se encaixa, então passa a vida a levar com rejeições.
As pessoas fizeram com que eu caísse várias vezes e negaram qualquer pedido de ajuda da minha parte.
Ainda hoje eu suporto a raiva de ter de me habituar a levantar sozinho porque não houve uma única alma santa que o fizesse.
Eu nunca quis estar no grupo dos excluídos da sociedade, sempre quis estar nos inclusos, eles eram melhores aos meus olhos, tinham o amor social, mesmo praticando más acções, eles eram maus rapazes, mas aclamados.
Quando era uma criança eu sonhava com isso, ser aclamado e mesmo não gostando do que era preciso fazer para ser aclamado, eu o faria.
Não havia sensação melhor do que imaginar todo o mundo me julgando como grande, o mais popular da escola, o todo.
Mas eu sempre fui deixado de lado, ser grande nunca passou de um sonho, eles deitavam-me a baixo, obrigavam-me a baixar a cabeça.
Foram tantas rejeições que eu precisei de levantar a minha cabeça sem as pessoas e encontrar um lugar dentro de mim para substituir o conforto que eu procurava nelas.
Hoje a única coisa que eu sinto pelas pessoas da sociedade é raiva, não as consigo perdoar, até porque, mesmo tentando me juntar novamente a elas, elas continuam fazendo me pensar que não sou bem-vindo por elas.
É difícil para mim voltar a gostar delas se elas não me falam e fazem me passar grandes secas, como é que eu posso me viciar numa monotonia que eu odeio?
O máximo que eu posso fazer é controlar o sofrimento causado por ela caso seja mesmo necessário, mas amar a monotonia...
Jamais!
Então eu vou-me habituando a estar afastado das pessoas, suportando o sofrimento de não ter aquela pessoa pouco monótona ao meu lado para comigo falar assuntos novos.
Bem...
Eu não odeio assim tanto as pessoas, nunca desejei mal a ninguém, mas há muito poucas de que eu goste, simplesmente porque elas não suportam ver-me calado, elas sabem que quando eu estou calado ao lado delas é porque quero que elas tomem a iniciativa de falarem comigo.
Isso não quer dizer que eu não tenha espírito de iniciativa, eu simplesmente não o quero usar e gostava que todas as pessoas com quem eu me relaciono ou com quem, pelo menos, me tento relacionar, percebesse

As pessoas, a monotonia e a aprovação social

Dificilmente me relaciono com pessoas...
Mesmo os antigos amigos com os quais eu me costumava relacionar, eu tenho deixado de lado.
As pessoas são monótonas, conversam mais de mil vezes sobre o mesmo assunto sem que isso lhes perca a piada e eu detesto isso.
Detesto ter de falar todos os dias sobre o futebol, sobre aquela gaja toda boa, sobre o tempo, seja o que for, todos os assuntos que as pessoas falam no seu dia-a-dia há milénios. 
Eu queria fazer coisas novas, conhecer pessoas novas, passar por locais novos e ouvir músicas novas ao estilo whithin temptation...
Não me consigo afeiçoar a algo para sempre, nem tenho que fazer isso.
Eu sinto me agonizado à procura de coisas novas nas redes sociais, no youtube, mas nada se adequa ao meu estilo singular.
Mas este não é o único motivo pelo qual eu não me relaciono com pessoas, o pior motivo é o preconceito de todas elas, vivemos em uma sociedade de pensamento único em que qualquer ser de pensamento diferente é excluído, ninguém quer aceitar uma pessoa como eu, os meus pais tentam fazer de tudo para que eu não tenha dinheiro para comprar maquilhagem, querem me obrigar a manter uma postura e atitude de macho só porque um homem de olhos pintados não é socialmente aceite.
Para vermos até aonde vai a vergonha nojenta deles, eles são capazes de me roubar cartões de débito com dinheiro que eu próprio ganhei, e são capazes de encaminhar o dinheiro do meu emprego para as suas contas bancárias.
Eles, para além de estarem lutando para que eu me mantenha no pensamento social de auto-renegação, estão lutando também pelo meu ódio com unhas e dentes e irão vencer a luta, irão obter um ódio enorme da minha parte e uma falta de capacidade para perdoar.
Não adianta tentarem prender-me, eu consigo sempre o que quero.
Eu vou conseguir passar pelas ruas feliz de olhos e unhas pintadas, ninguém me pode roubar a minha felicidade.
Não me importa se serei socialmente desaprovado, importa-me muito mais a mim e sentir-me bem com a roupa que visto do que a aprovação das pessoas à minha volta.
Não posso negar-me o prazer de ser eu mesmo em todas as circunstâncias.